sábado, 28 de dezembro de 2013

A Casa, A Gente

A casa da gente,
é a paz demarcada
que harmoniza a sacada
com o coração.
A casa da gente
só desinibe
nos deixa à vontade
pertence a outro mundo
ao lado da ilusão.
A casa da gente
é conforto pra alma
nos aquece e acalma
Parece dar proteção.
Na casa da gente,
o sono é profundo
no descanso, me inundo
de sonhos, de pão.
A casa da gente
tem gosto da gente,
tem cheiro, é quente
Mas, refresca o verão.
A casa da gente
não nos incomoda
só se lá de fora
a imaginação
nos disser que a casa
tem que ir pra mais longe
Onde vibram bem forte
as cordas do violão.
Na casa da gente,
mesmo que haja barulho,
ainda que tenha entulho,
Tudo é bom.
A casa da gente
é da gente
se confunde com a gente
reflete de nós
o que somos, então.
A casa da gente
reforça nosso grito
sobe nossos muros
invisíveis da privacidade
do relacionamento íntimo
com a liberdade
A casa da gente é cheia de elementos
A casa da gente revela hábitos,
crenças, crédulos, cuidados,
língua, formação, Estado.
A casa da gente tem sentido de nação.
A casa da gente é construção
A casa da gente tem pés, pernas, cabeça, pulmão.
O conforto residido
O universo-indivíduo
o lugar, o espaço, onde moram os afetos.
De onde nos livramos dos desafetos
dos desgostos, dos prenúncios
da irritação.
Preciso retornar para casa
quero de novo, as chaves do meu portão.
Vou voltar pro meu aconchego
desapertar o peito
despertar os efeitos
da poesia, da alegria, pelo lar, pelo chão.