Confesso que esperei. Me enchia de expectativa pelo toque, pelo sinal, pelo convite, pela mensagem, pelo chamado, enfim, por qualquer coisa que pudesse curar a minha ansiedade crônica... Passavam segundos, programas de TV... Você arrematava compromissos. Eu aguardava oportunamente pela chance. Passavam as horas... Passaram dois casais. Cinco ônibus. Uma infinidade de carros e três aviões... E como se atravessa de um dia pro outro, por meio de mais uma noite fria e sem graça... Tudo se congelava e me garantia da certeza de que havia eu, você, mas jamais existiria nós dois.