terça-feira, 12 de julho de 2011

Frívola

Basta um pouco de beleza
e a sensível sutileza
que só minha natureza
poderá proporcionar...
De tudo faço e me arrumo...
por tudo passo, não me acostumo:
um embaraço, e sofro muito
com meu jeito de me dar!
Lá em casa, eu sou a única
e aprendi fazer a música
tocar de um jeito meu,
no ritmo em que vou dançar.
E apesar daqueles dias,
ainda encontro alegria
quando leio a poesia
que os meus sonhos vem tocar...
Se me pego apaixonada,
logo eu, desencantada,
sei que não vai dar em nada,
mas insisto em tentar.
Resta um copo nessa mesa,
um cigarro e a torpeza
de um traquejo sem fineza
que já vem me dominar...
E calada vou sentindo
que você já vem e findo
toda paz no seu sorriso
que vem me desarrumar
E sem demora,
já me toca, promete não ir embora
se ficar só com o fora
que eu ia ofertar...
E assim mesmo lentamente
vou aos poucos firmemente
demonstrando que no fundo,
eu vou sim me entregar.
Mas antes, exijo tudo:
vou prever nosso futuro
e apesar do seu “eu juro”,
depois, vai me abandonar...
E aqui dentro remoendo
minha vida, um sofrimento
Eu não sei bem se aguento,
logo vou telefonar
Então, digo que eu quero
é você, o meu remédio
e o jogo, eu encerro
Quando, enfim, sei que vai voltar!