Indene de dúvidas, a educação é alma e a razão de existir de um povo e de um país. Heródoto cometeu mesmo um mero deslize ao contemplar o Egito, e, com esta visão longínqua e analítica, afirmar que este era dádiva do rio Nilo. Anápolis não é dádiva do Córrego das Antas, Goiânia não o é do rio Meia Ponte, nem tampouco São Paulo seria do Tietê. O Egito Antigo era imponente por deter uma cultura e civilização completamente avançadas em termos de ciência (ensino, pesquisa e extensão). A História – que etimologicamente vem da palavra grega “histo”, um pedestal no qual se levanta um olhar para o passado – nos faz refletir em tempo presente a nossa realidade e, além disso, nos permite conjecturar o que seremos ou teremos amanhã.
Em termos de Educação Superior, nossa cidade de Anápolis chega num nível preocupante. O fenômeno da banalização do acesso ao ensino faz com que em qualquer esquina mais uma instituição educacional abra as portas e, na maioria dos casos, esteja desprovida de condições mínimas de funcionamento. Em decorrência disso, até mesmo os grandes centros educacionais vêm demonstrando as flageladas consequências da facilitação do acesso à academia, quando concomitantemente, o ensino superior (árduo, rebuscado, exigente) tem cada vez mais se descaracterizado e tangido as raias do tecnicismo.
Não bastasse o atual momento da quarta pior universidade pública do país, também sediada em Anápolis, a UEG, que enfrenta desafios de sobrevivência porque tem péssima administração de recursos, um quadro desidioso de profissionais, estruturas pífias e nota baixíssima nas avaliações do Ministério da Educação, as instituições de ensino superior (IES) privadas também acompanham a derrocada.
Com a faculdade de Farmácia interditada, a FIBRA segue tentando oferecer outros cursos de outras grandes áreas do conhecimento, aproximando-se mais das Humanas, sobretudo, pela disponibilização do Curso de Direito. Por outro lado, a UVA (Universidade do Vale do Acaraú) que esteve em Anápolis, hoje é praticamente nociva a milhares de pessoas que a partir dela se licenciaram. Necessariamente porque os certificados de graduação (os diplomas dos formados) ainda nem mesmo foram reconhecidos pelo MEC. Isto desemboca num prejuízo de gravame irreparável, considerando que sem o reconhecimento do MEC aos certificados, os acadêmicos formados na referida IES não lograriam o registro nas entidades das categorias profissionais que almejam exercer e, portanto, não estão aptos a fazê-lo.
Esta semana, a Câmara Municipal de Anápolis, em Sessão Ordinária, calhou à baila o debate sobre o péssimo atendimento que supostamente a UniANHANGUERA daria aos acadêmicos que lá estudam. Trata-se, evidentemente, de uma instituição privada na qual há um departamento financeiro. Entretanto, o atendimento deste órgão aos alunos é feito via telemarketing e remete as questões dos estudantes de Anápolis para a cidade de São Paulo. Com o fito de conter despesas, tal instituição está plenamente desgastada com a comunidade escolar que, consternada, não consegue resolver suas demandas face uma péssima prestação de serviços. Ora, se até mesmo administrativamente a IES não vai bem, que nem imaginemos o (des)nível de qualidade de ensino que poderíamos encontrar por lá!
Por último, e pra causar não menos espanto, neste mês a IES autenticamente anapolina, e que reforça um status de ética e seriedade por meio de muita “merchandising”, o Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA anunciou um tremendo retrocesso. A partir do próximo exame de seleção, não será mais requisito de prova a leitura de uma lista de livros indicados para a realização do vestibular. A UFG, a PUC, a UEG e as demais IES que se prezem, selecionam as pessoas que almejam adentrar à difícil jornada de um curso superior, avaliando, também, a capacidade de leitura e compreensão de mundo, que, tão logo uma categoria de artes como a literatura pode oportunizar. Nos bancos das academias, as leituras são intensas e o conhecimento geral, adquirido também por meio da literatura, pesa em demasia na cotidianidade dos ilustres graduandos. A despeito disto, a UniEVANGÉLICA deixa uma mensagem para os candidatos às vagas dos cursos Superiores nesta instituição alocados. Um sinal preocupante que parece dizer à sociedade que a leitura é dispensável, descartável, ineficiente, indiferente, expletiva e inoperante quando se galga uma escolaridade superior. É mostrar ao aluno que não lê, que a literatura pode ser algo mesmo desimportante para a sua formação e que resta tão somente responder as frequências das aulas, adimplindo devidamente a obrigação de pagar as mensalidades no início de cada mês. Sustentar aquele velho argumento de que as faculdades estariam apenas se adequando à realidade da educação básica é suficientemente bastante para desviar-se de responsabilidades. O desincentivo à leitura advindo de uma IES é, no mínimo, absurdo!
Com efeito, estamos em luto. Postos à ocasião da assinatura de próprio punho de um atestado de óbito... A educação também morrerá! E, se o Egito foi dádiva de um profícuo sistema educacional, paira a inevitável dúvida: se depender de nossas instituições superiores de ensino, o que será de Anápolis num futuro não tão distante?
Em termos de Educação Superior, nossa cidade de Anápolis chega num nível preocupante. O fenômeno da banalização do acesso ao ensino faz com que em qualquer esquina mais uma instituição educacional abra as portas e, na maioria dos casos, esteja desprovida de condições mínimas de funcionamento. Em decorrência disso, até mesmo os grandes centros educacionais vêm demonstrando as flageladas consequências da facilitação do acesso à academia, quando concomitantemente, o ensino superior (árduo, rebuscado, exigente) tem cada vez mais se descaracterizado e tangido as raias do tecnicismo.
Não bastasse o atual momento da quarta pior universidade pública do país, também sediada em Anápolis, a UEG, que enfrenta desafios de sobrevivência porque tem péssima administração de recursos, um quadro desidioso de profissionais, estruturas pífias e nota baixíssima nas avaliações do Ministério da Educação, as instituições de ensino superior (IES) privadas também acompanham a derrocada.
Com a faculdade de Farmácia interditada, a FIBRA segue tentando oferecer outros cursos de outras grandes áreas do conhecimento, aproximando-se mais das Humanas, sobretudo, pela disponibilização do Curso de Direito. Por outro lado, a UVA (Universidade do Vale do Acaraú) que esteve em Anápolis, hoje é praticamente nociva a milhares de pessoas que a partir dela se licenciaram. Necessariamente porque os certificados de graduação (os diplomas dos formados) ainda nem mesmo foram reconhecidos pelo MEC. Isto desemboca num prejuízo de gravame irreparável, considerando que sem o reconhecimento do MEC aos certificados, os acadêmicos formados na referida IES não lograriam o registro nas entidades das categorias profissionais que almejam exercer e, portanto, não estão aptos a fazê-lo.
Esta semana, a Câmara Municipal de Anápolis, em Sessão Ordinária, calhou à baila o debate sobre o péssimo atendimento que supostamente a UniANHANGUERA daria aos acadêmicos que lá estudam. Trata-se, evidentemente, de uma instituição privada na qual há um departamento financeiro. Entretanto, o atendimento deste órgão aos alunos é feito via telemarketing e remete as questões dos estudantes de Anápolis para a cidade de São Paulo. Com o fito de conter despesas, tal instituição está plenamente desgastada com a comunidade escolar que, consternada, não consegue resolver suas demandas face uma péssima prestação de serviços. Ora, se até mesmo administrativamente a IES não vai bem, que nem imaginemos o (des)nível de qualidade de ensino que poderíamos encontrar por lá!
Por último, e pra causar não menos espanto, neste mês a IES autenticamente anapolina, e que reforça um status de ética e seriedade por meio de muita “merchandising”, o Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA anunciou um tremendo retrocesso. A partir do próximo exame de seleção, não será mais requisito de prova a leitura de uma lista de livros indicados para a realização do vestibular. A UFG, a PUC, a UEG e as demais IES que se prezem, selecionam as pessoas que almejam adentrar à difícil jornada de um curso superior, avaliando, também, a capacidade de leitura e compreensão de mundo, que, tão logo uma categoria de artes como a literatura pode oportunizar. Nos bancos das academias, as leituras são intensas e o conhecimento geral, adquirido também por meio da literatura, pesa em demasia na cotidianidade dos ilustres graduandos. A despeito disto, a UniEVANGÉLICA deixa uma mensagem para os candidatos às vagas dos cursos Superiores nesta instituição alocados. Um sinal preocupante que parece dizer à sociedade que a leitura é dispensável, descartável, ineficiente, indiferente, expletiva e inoperante quando se galga uma escolaridade superior. É mostrar ao aluno que não lê, que a literatura pode ser algo mesmo desimportante para a sua formação e que resta tão somente responder as frequências das aulas, adimplindo devidamente a obrigação de pagar as mensalidades no início de cada mês. Sustentar aquele velho argumento de que as faculdades estariam apenas se adequando à realidade da educação básica é suficientemente bastante para desviar-se de responsabilidades. O desincentivo à leitura advindo de uma IES é, no mínimo, absurdo!
Com efeito, estamos em luto. Postos à ocasião da assinatura de próprio punho de um atestado de óbito... A educação também morrerá! E, se o Egito foi dádiva de um profícuo sistema educacional, paira a inevitável dúvida: se depender de nossas instituições superiores de ensino, o que será de Anápolis num futuro não tão distante?