sábado, 8 de janeiro de 2011

Sua, Mel.

Ninguém ao meu lado,
tudo parado
e nada parece ter sentido.
Me sinto sozinho,
me vejo ilhado...
A vida que se vai
sem ter ido.
Remota letargia:
meus dias se passam
como se não se passassem
nessa catalepsia.
O coração se atrofia,
esperanças se matam.
É como se inexistissem.
O meu ser clama,
se enfraquece
e envaidece
a velha chama
que precisa de um elemento.
Força todo e qualquer advento
mas você não vem.
Parece não ver
ou não querer enxergar
que aqui temos tudo
em largas medidas,
é o nosso lugar!
Se entregue correndo
e não tenha medo.
Tudo já temos...
do que precisamos aos nossos alentos.
Esqueça os tormentos,
tente arriscar.
Assuma o meu mundo,
faça dele o seu lar
E me ame sem, contudo,
nos prejudicar
Tudo isto, profundo...
a você, sem se importar
se será erro ou se me iludo
Vento vindo, vultos
Vem! Você viverá
Valha-me, vaga vida...
Você virá me completar.