É claro que todos têm suas lutas
Algumas mais árduas e outras tantas
amenas...
Fato é que a vida não escolhe
o próximo que vai oprimir,
Sem qualquer piedade, ou pena...
Pode ser pouco pra quem colhe
e se farta o bastante pra resistir...
pode ser muito....
Pode ser vontade.
ou saudade,
daquelas que não passam de tensões
Da irresistível presença tão latente,
gritante
de um passado que, dentro de nós,
ainda não foi.
Ter saudades, na verdade,
é lutar
pra que tentemos aceitar o que negamos
e confeccionar o mais perfeito paradoxo
foi, mas é.
Vivemos, mas não mais vivemos.
não queremos, mas já muito quisemos
E provoca a melancolia
que corre pelas veias.
Você corre
nunca quis admitir!
Mas do alto da torre
do meu farol de Alexandria,
vi o seu barco
atravessado por aqui,
no mar encantado e vermelho
dos meus sentimentos.
Tão alheios,
hoje nem nos encontramos
e quem apostaria na mais completa heresia
o rei, o grande
o Alexandre.
Dono do mundo, seu próprio império
rendido ao imundo, a seu critério,
Diógenes não lhe cedeu o sol.
E todas as grandes conquistas
ao Grande não se equipararam à esquiva
daquele que ao muito quis possuir
e tampouco, aquele mesmo não pôs-se a se dobrar.
Pesados desdobramentos
Dos esforços tão intensos
que fiz pra tentar lhe mostrar
Que eu sou o grande evento
Tenho o mundo, a lua, o fogo, a água e os ventos
mas você não quis me dar.
Reluto, resisto, admito, intento.
Tenho saudades, quero seu brilho, seu calor tão denso
e já não compreendo
a razão pela qual você não virá.
Eu minto
omito,
tento distrair, disfarçar
Mas meu fito
explícito
que não quito
É saudade, é desejo
do retorno,
de poder de novo
em tudo, lhe contemplar.