Eu nem sei se posso chamá-lo mais de meu amor
Se pra você os bons momentos sequer ficaram na memória.
Não cabe avaliar se valeu a pena.
Tudo foi entregue.
Mais não poderia fazer este que o venerou.
Vãs foram as canções, as palavras nas poesias e nas crônicas mais bem redigidas
Nada disso tem valor.
Quando a fragilidade me tornou vulnerável
No momento em que mais precisei de uma mão amiga, uma companhia
um carinho ameno que pudesse retirar o peso da trágica realidade das costas
Me sobraram as suas costas. O seu desprezo. Sua fatal incapacidade de ir além
Sua devassidão. Seus hormônios e desinteresse incontroláveis.
Vá logo embora porque o mundo está cheio de gente babaca.
E longe, bem longe, somente nos livros de literatura eu quero que fiquem os registros de um Bovary.
Não quero me solidarizar ao seu sofrimento. Nem comemorar suas remotas vitórias
Tampouco gostaria de participar da sua incansável luta pelo alcance ao padrão estético
da sua mais perfeita e comovente imagem.
Estou farto dos rostos e corpos bonitos engendrados em caráteres duvidosos.
Sai com seus olhos de ressaca. Sai de mim como uma ressaca. Única.
Daquelas que passam uma só vez pra nunca mais voltar.