sábado, 9 de agosto de 2014

Mapa

Estranho como o tempo alarga os horizontes,
expande o entendimento e, tão sutil,
escancara o senso de autocrítica.
Ando meio assustado com novas descobertas
Recentes análises próprias e comentários
daqueles que: de uma – só os faria comigo mesmo;
Ou duas – escreveria, desabafando tudo outra vez, somente pro papel.
E, no texto, registro que me descobri estúpido,
Infantil...
Tímido e extremamente pacato.
Não tenho ideia de quantas oportunidades perdi
só porque deixei de abrir um sorriso,
chegar junto e, espontaneamente, falar “oi”...
O mundo acabaria se eu me desinibisse?
As pessoas me rejeitariam e o declínio delas me tomaria de assalto?
Me feriria de morte?
Reticente, mas, bem verdade que não!
Incontáveis vezes voltei pra casa me sentindo um pobre idiota
desinteressante, inexperiente, inseguro e vindo do interior.
Sei bem aonde quero chegar, com e em quem me realizaria
Mas, uma falta de certeza e outra tacada de tolice me limitam
à margem.
Não procuro terapias, tratamentos médicos ou alternativos,
nada disso.
Não espero que Jesus desça do céu e descruze os meus braços,
Tapeando levemente o meu rosto, como se fosse um tio-avô ou padrinho,
dizendo: “Deixe de bobeira, rapaz”.
Nada disso.
Talvez a sensação de ser surpreendido por olhares,
por toques ou esbarrões
atrapalhados ou premeditados
Quem sabe a surpresa agradável e a expectativa do inesperado
são as últimas máximas dos meus prazeres.
E que a sorte se digne de me privilegiar esta noite
Não porque quero ou mereço.
Mas, por um motivo bem simples:
Eu acredito.