Sorrir como se não houvesse nada de errado. Esquecer das preocupações, dos encargos, das tarefas, da rotina, dos objetivos, das metas tão chatas e repletas, cheias da expectativa de um amanhã que parece não chegar amanhã, e nem mesmo ano que vem.
É como se tudo fosse intangível. Coisas intactas. Que se movem às vezes mas, de pressa, voltam pro mesmo lugar, pra mesma toada, pro velho jeito vagaroso e lento, simples de levar a vida.
É o descompromisso com tudo isso. Se recusando a entender qualquer explicação que se esforce no sentido de aclarar por que viemos, pra onde vamos ou o que estamos fazendo.
É a beleza de perceber o momento em perfeita sintonia consigo mesmo e com o que lhe cerca. Não reclamando do tempo, não se limitando a contar e a catalogar o que se tem ou não, ou sequer pretende. A oportunidade de contemplar é a maior dádiva compreendida entre os homens.
Aceitar o que vive e, sem ressalvas, viver o que se é, pode trazer a paz. Longe do conformismo, significa, na verdade, apreciar o divino, e reconhece-lo, com graça, dentro de si...