sábado, 24 de dezembro de 2011

Acaso...

Subjugo mensagens de amor
Posso até saber fazê-las
Mas o que não sei
é mensurar a veracidade,
a similitude das mesmas
Com o momento, o sentir,
a expressão
de quem as professa.
Acreditei sempre que amar
é viver um no outro...
Bobagem!
Não entendo meu amor,
também não sei como se manifesta.
Percebo apenas que transborda,
excede,
e insiste,
faz questão de não ser interpretado.
Não faço ideia de como chega à pessoa a quem o entrego
e não calculo se se revela agradável ou se é bem recebido.
Mas apesar da incógnita,
do oculto e de tanto sofisma...
permaneço amando.
Justificando-se que não é por subsistência,
nem gosto muito de existir!
Contudo, adoro amar...
estar no invólucro de uma nostalgia
que traz pra vida um sabor diferente
Pros ouvidos, sons mais suaves,
pouco estridentes.
E a sincera expectativa
de ser alguém melhor,
não pra si mesmo...
mas pra quem merece
a projeção do meu tudo.