sábado, 16 de janeiro de 2010

Às avessas

Em redundância triunfal,
em nome do tesouro nacional,
eu estatizo o parque industrial
Eu faço coisas que eu mesmo duvido de mim.

Em nome da democracia,
eu fecho o pleito vestido de fantasia
Reinauguro a foto da hipocrisia
falando a mais curta das mentiras assim.

Pra completar o meu cabotinismo,
eu reafirmo o velho e falso compromisso
de fazer a tal desgraça, o socialismo
Digo que represento os pobres e oprimidos do país!

Amarro a televisão
porque o povo já está em minhas mãos,
Faço discursos que mexem com o coração
do infeliz.

Eu convenço o movimento,
fecho as portas pro entretenimento,
regulo até aonde vai o vento
denunciando a conspiração dos livres imbecis

Mando a liberdade pra trás das grades
na desculpa de promover a igualdade
Noutras palavras, eu me chamo Hugo Chávez
Faço e articulo meus entraves viris...

Nunca duvidem do que eu faço, farei ou mesmo fiz
além, claro, de causar tanto sofrimento!
Eu prendo, eu mato e arrebento
O meu estado é o meu nariz.