segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Arco – crises

As mãos geladas
a figura do desejo estampada
na canibal fome de alguém.
Uma freqüência cardíaca acentuada
e a vontade de possuir que se mantém.
O secreto impulso
o mais novo dos insultos
de esconder aquilo que é.
E pra nós o que é útil
é o que se fez padrão
e a natureza fútil
retorce-se no coração.
Talvez não esqueçamos
de avaliar também
que os tais vândalos
não escolheram o que têm:
um ser reprimido,
descriminado
passam-se por ninguém!
E a discrepância
está mesmo na tal liberdade.
A intolerância
aprisiona os diferentes com voracidade.
Pode ser mesmo um problema psíquico,
um deslize, uma má formação.
Pode ser e não ser nada disso
ou apenas uma fase, segredo, opção...
Não querem ser entendidos,
medicados, curados ou amados de coração.
Deus não foi nada amigo
E o entendem somente como culpado
pela ocasião!