Então, é isso mesmo o que restou
Um gigante adormecido, uma águia sem voo
Dos caminhos, errante
Num fascínio distante
Sem saber o que procurar
Nem onde se esconde o meu lugar
Totalmente desapegado, desregrado de cuidados
Que a vida não esquece de cobrar
Cruamente, pouco se importando
Com a cor, a tez do meu canto
Se é alegre ou triste, deixe estar
Pela noite, vagando
Sob as costas um manto
protetor,
revestido de ar.