domingo, 10 de fevereiro de 2013

Árido



A pele marcada de sol
Na enxada, amarrado um lençol
Sorriso que sumiu sem dó
Sertão a fora, foi tão só...

Pediu a Deus pra ver o mar!

Pra ver do chão, água inundar.
A mão calejada, áspera...
E tanto sonho por ficar.

A vida que não pode crer

Na seca, viu tudo morrer
Calado, sem saber por quê
No pasto, o vazio de ser

Do peito, um rancor caiu

Deixando luto, um tom febril.
Fechando a terra, o céu se abriu
Quem esqueceu o Brasil?