A pele marcada de sol
Na enxada, amarrado um lençol
Sorriso que sumiu sem dó
Sertão a fora, foi tão só...
Pediu a Deus pra ver o mar!
Pra ver do chão, água inundar.
A mão calejada, áspera...
E tanto sonho por ficar.
A vida que não pode crer
Na seca, viu tudo morrer
Calado, sem saber por quê
No pasto, o vazio de ser
Do peito, um rancor caiu
Deixando luto, um tom febril.
Fechando a terra, o céu se abriu
Quem esqueceu o Brasil?