Muito se conhece sobre a História recente da Democracia no Brasil. E há, evidentemente, peculiaridades que tipificam partidos e projetos de governo no concreto de políticas públicas. Quando falamos num ano em que as eleições presidenciais são completamente polarizadas, logo nos submetemos às comparações entre o governo atual e governos anteriores. Porém, este texto não busca prioritariamente fazer paralelos... A máxima é que eles são inevitáveis. Mas vejamos:
Por vezes o Brasil foi caracterizado como o país dos analfabetos. Não apenas o Brasil, mas a América “Latrina” – marcada pelo colonialismo explorador, pela mão de obra escrava, pela economia que tinha/teve/tem como sustentáculo o fornecimento de matéria prima; mas jamais de manufaturados, identificada pela inacessibilidade ao conhecimento e pelas manobras de um charlatanismo estapafúrdio que sempre vilipendiou o potencial científico próprio (nacional) para melhor aproveitamento de nossas riquezas. Quando falamos em Educação, logo nos remetemos a uma das mais difíceis áreas de trabalho em todo e qualquer governo tupiniquim. Bem sabemos que é uma das mais importantes pastas porque é nela que contemplamos a libertação da alienação, do cabresto ideológico, é também nela que nos deparamos com a preparação do ser humano e o colendo trabalho de conscientização, com a possibilidade de ascensão social, com a certeza de um progresso palpável e desenvolvimentista de um país (a exemplo da monstruosa Revolução Industrial Inglesa nascida e criada nas salas de aula das Universidades). É a Educação que promove a evolução no invólucro da perspectiva de futuro especificamente da juventude, enfim... E em matéria de Educação, a tendência partidária do atual governador de São Paulo, por exemplo, apresenta ilimitadas dificuldades que por vezes malograram, mancharam todo um país e a vida de cada brasileiro.
Por vezes o Brasil foi caracterizado como o país dos analfabetos. Não apenas o Brasil, mas a América “Latrina” – marcada pelo colonialismo explorador, pela mão de obra escrava, pela economia que tinha/teve/tem como sustentáculo o fornecimento de matéria prima; mas jamais de manufaturados, identificada pela inacessibilidade ao conhecimento e pelas manobras de um charlatanismo estapafúrdio que sempre vilipendiou o potencial científico próprio (nacional) para melhor aproveitamento de nossas riquezas. Quando falamos em Educação, logo nos remetemos a uma das mais difíceis áreas de trabalho em todo e qualquer governo tupiniquim. Bem sabemos que é uma das mais importantes pastas porque é nela que contemplamos a libertação da alienação, do cabresto ideológico, é também nela que nos deparamos com a preparação do ser humano e o colendo trabalho de conscientização, com a possibilidade de ascensão social, com a certeza de um progresso palpável e desenvolvimentista de um país (a exemplo da monstruosa Revolução Industrial Inglesa nascida e criada nas salas de aula das Universidades). É a Educação que promove a evolução no invólucro da perspectiva de futuro especificamente da juventude, enfim... E em matéria de Educação, a tendência partidária do atual governador de São Paulo, por exemplo, apresenta ilimitadas dificuldades que por vezes malograram, mancharam todo um país e a vida de cada brasileiro.
Muitos, a exemplo do que acontece com os paulistas, diriam que a greve dos professores daquele Estado não passa de sensacionalismo político e ataque eleitoral. Muito embora se esqueçam de que é exatamente nessa época que ocorre a instalação propícia de reivindicações plenamente legítimas. Com efeito, é no ano eleitoral que os políticos passam a se lembrar do povo e de suas obrigações de ofício (como oportunizar uma educação de qualidade e devidamente valorizada). E é bem pelo calor das eleições que a Universidade de Brasília, os professores de São Paulo e demais protagonistas da Educação mobilizam-se, se valendo da luta por exigir que as evasivas promessas dos candidatos não sejam meras demagogias, mas sim compromissos diretos com tal direito social de alcance universal e obrigação estatal.
Ano político é assim: as greves deságuam, os escândalos explodem, os nervos ficam expostos e as lembranças se aguçam na emoção dos discursos contundentes, entretanto, muitas vezes ineptos. E é mesmo muito bom lembrar qual foi o governo que, ao contrário de esconder-se no interior de São Paulo correndo do palácio repleto da manifestação social dos magistérios, reuniu-se pela primeira vez na História nacional com os reitores das Universidades (quer sejam públicas ou privadas). Reunião não apenas artificial e/ou oficial. Mas um marco que determinou diretrizes que a curto prazo modificaram a realidade educacional. É muito bom recordar-se do governo que apresentou e trouxe à existência pragmática o piso salarial dos professores – um salário maior e, consequentemente, melhor, pré-definido que não pode ser inferiorizado e que dignifica a profissão de ensinar. É extremamente salutar dizer pelas ruas que um governo brasileiro colocou mais de 500 mil jovens no seu devido lugar (a Universidade, o PROUNI), oportunizando bolsas que não lhe custam nem mesmo a compensação em prestação de serviço depois de graduar-se como acontece em Cuba e noutros lugares, por exemplo. É demasiadamente convidativo, honrar um governo que realizou a Reforma Universitária, aplicando considerável recurso na manutenção e expansão de construções nas Universidades Federais. É orgulhoso dizer que um governo federal dobrou as vagas dos cursos superiores dispostas nas Universidades. É mavioso perceber a flexibilidade de um governo que não esconde-se dos docentes e nem dos discentes porque ineditamente na História desse país, o Chefe de Governo recebe os estudantes e abre um congresso da UNE, como se fosse a coisa mais natural, republicana e democrática. A maior irritação de determinados grupos é que este governo não é das pequenas elites. É o governo engendrado no ímpeto popular, é um governo de trabalhadores...
Por outro lado, é facilmente perceptível a política tucana que se esconde de professores e vende a Educação, permitindo toda e qualquer abertura para iniciativa privada a ponto do descumprimento do princípio constitucional do padrão de qualidade ao ministrar do Ensino. Mas é no governo do operário que o país instaura uma comitiva técnica superior em prática e didática de Ensino para pontuar as Universidades, colocando classificação e apurando suas condições de funcionamento pra garantia do progresso e do crescimento, a distrito da antítese da enganação, do engodo, do embuste de dizer que alfabetizou sem ao menos dar mínimas condições de incentivo ao trabalho do professor, instituindo o piso salarial. Ou, como no caso de Goiás, um ex-governador fundador da UEG vir supor ter construído a maior Universidade da América Latina (em número de unidades) e, ao bem da verdade, ter mantido a quarta pior Universidade Pública do País. Completamente sem estrutura, desorganizada (perceba que a maioria dos professores na UEG são comissionados e não efetivos, ou seja, não passaram por concurso), o DCE (Diretório Central dos Estudantes) não é representativo, é dirigido por “estudantes-funcionários” da própria Instituição de Ensino e que vivem se rematriculando em diversos cursos sempre inconclusos para simples continuidade da gestão de poder cooptada, dada a qualquer grupo por “disputa” de apenas uma sempre única chapa coadunada com a triste e lamentável realidade da pobre Universidade que tornou-se vítima dos compromissos eleitorais e acaba sendo mero cabide de empregos.
O fato é que os tucanos destruíram as escolas no país: construíram Instituições de Ensino de lata (vide UEG); viabilizaram escolas públicas com a constante ausência e insuficiência de professores; criaram o costume de “subir aulas” que consiste na substituição do professor ausente. Quando um professor falta, pra que a sala, a turma, os estudantes não fiquem sem aula, um outro “sobe a aula”, ou seja, leciona em duas turmas ao mesmo tempo. A conduta social-democrata de “subir a aula” não contraria as próprias leis da física ensinadas no pífio conteúdo programático do Ensino Médio no Brasil? É possível que um professor ministre aula em duas salas diferentes, com alunos diferentes, com conteúdos diferentes e ao mesmo tempo sem o uso da tecnologia digital (que inexistiu na Educação do governo FHC) e ministre aula de qualidade com acompanhamento individualizado a cada aluno? Não diríamos que o vergonhoso sistema de “subir aulas” foi extirpado no Brasil pelos petistas. Hoje todos sofremos com as consequências desta desídia tucana.
Os PSDbistas criaram os financiamentos estudantis. Um avanço! Mas tentaram estabelecer o dogma de que a Universidade Pública é para o rico que consegue fácil aprovação nos vestibulares pelos caros cursos preparatórios que pagou para se capacitar enquanto o pobre vai superindividar-se numa Universidade Privada – ao tempo de FHC – totalmente fadada ao fracasso na formação de seu acadêmico... Ao contrário, e ainda que imatura, o governo federal atual propôs uma readequação dos Sistemas de Seleção nas Universidades, instituiu cotas para as escolas públicas (democratizando mais uma vez o acesso ao Ensino Superior) e, não fosse o bastante, marcando data para o fim do centenário fantasma, rito de passagem e arcabouço de fraudes: o vestibular brasileiro.
Agora, com todas as suas debilidades já expostas, é este o governo tucano que quer voltar às mais altas castas da Administração Pública? Será possível que os profissionais da educação, os professores, os estudantes, os pesquisadores todos invocados pelo vocativo de formadores de opinião... será que eles defenderão ou ainda permitirão este retrocesso?
O PT que revolucionou, mesmo que paulatinamente, a prática das políticas públicas pra Educação, que acreditou na possível transformação social a partir do pensamento e do investimento em projetos. O trabalhador que foi potencializado, que foi instruído pela retirada das escamas de seus olhos, pela instrumentalização intelectiva de conhecer-se a si mesmo e estar seguro de sua leitura de mundo, do perfeito e claro entendimento de seu tempo e de seu espaço. O estudante que hoje tem mais subsídios para lograr o seu principal desiderato, escopo, objetivo: a graduação, a comprovação de ideias, a inserção no mercado de trabalho. Todos nós, brasileiros, permitiríamos que até mesmo o regime democrático neste país caia nas avessas mais uma vez? Efetivamente, 4 milhões não podem governar 176 milhões de pessoas. O povo deve continuar... o povo precisa permanecer experimentando os saltos de qualidade, o vôo limitado do tucano abastado de minorias poderosas não pode superar os rasantes do governo popular dedicado à verdadeira caminhada cívica pela recuperação do pouco que resta à máquina do Estado e pela melhoria fática das nossas condições de ser. Tomara que estas reflexões sejam pesadas pelo eleitorado frente às urnas e às guerras pelo poder. Porque afinal de contas, talvez nem mesmo o poder ou as urnas por si só consigam o almejado bem comum. Mas é pela Educação que reformularíamos e transformaríamos um país, o Brasil!