quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Queda

Instabilidade!
só poderia ser isso.
Eu queria não ter me envolvido
observado tanto...
Trocado em miúdos, ajustado os ouvidos,
falado, me esforçado pra agradar
e exposto tudo que havia lido
pra configurar
uma relação tão profunda, respeitosa e tão amiga.
Talvez fosse uma besteira de adolescente
Mas é justamente o que muda a gente
e torna tudo muito fácil pra administrar.
Primeiro achei que controlaria
com fulcro naquela utopia
que defende que o amor inexiste.
E de repente,
me vejo sonhando,
criando fantasias,
sentindo saudades,
escrevendo em poesia
que não consigo mais aguentar.
Volte, mostre o sim
afirmando que se simpatiza
Toque e cantando diga
que eu posso largar o que me agoniza
Certo de que você suprirá
essa falta que me enche de mim
e me sobressalta nesse ar tão arrogante.
Eu a quis pujante
e pedante
hoje me invado de deserto...
Tão solitário
tão incerto
de que amanhã o sol brilhe e aqueça
O frio dessa noite que jamais acaba
e traz você a toda e qualquer temática
não sai da cabeça.
Sempre sou provocado
quando consulto suas fotos,
meu enfado,
porque sou obrigado a resistir a tensão
dos meus ímpetos volitivos mais inseguros.
Tudo muito duro,
incisivo
Assim esqueço do futuro,
e não dou a mínima pras prerrogativas da sociedade.
Achei que era fase,
e já fez idade
esse sentimento, tormento das minhas várias inquietudes
que amiúde
mexem no peito,
no meu semblante
e no meu olhar.
Essa sua cor,
esse seu tocar...
passou de desejo.
Hoje, em mim é um mar
de sonhos que vejo
e sinto o seu beijo
Pode ser amor,
pode atrapalhar!
Quero navegar em seu corpo
e me atracar
nesse meu íntimo porto
onde exatamente me perco,
porque vou lhe encontrar.